Ecomuseu na Baixada Fluminense reserva patrimônio histórico e cultural

Museu Vivo do São Bento apresenta marco territorial deixado pelos povos pré-históricos até o período colonial

 Complexo Casa de Vivenda da Fazenda São Bento do Iguaçu e Capela Nossa Senhora do Rosário dos Homens de Cor/Foto: Milena Monteiro/Saindo da Rotina - Rio

O Museu Vivo do São Bento recebe esse nome por se tratar de um museu de percurso, onde o indivíduo é convidado a interagir com a história do local através de trajetos pelo território e suas diferentes temporalidades. Localizado no bairro São Bento no município de Duque de Caxias, o museu foi criado oficialmente pelo executivo municipal em 03 de novembro de 2008, com enfoque no planejamento e defesa do patrimônio histórico, ambiental, cultural e territorial.

As construções do museu apresentam a história do município de Duque de Caxias desde os tempos pré-coloniais. O percurso é visitado por alunos e professores das redes de ensino tanto privada como pública, seja no grau superior ou de base, como também moradores da região e recebe a presença de pesquisadores brasileiros e estrangeiros.

Sede Administrativa Museu Vivo do São Bento/Exposição Jardim do Éden/2018/Foto: Acervo Museu Vivo do São Bento

A visitação ao museu é gratuita, mas o percurso sugerido encontra-se suspenso para grandes grupos em decorrência de manutenção na infraestrutura das edificações e também em efeito da pandemia da Covid-19.

Em entrevista concedida para o Saindo da Rotina – Rio, a diretora e pesquisadora do Museu, Marlucia Santos de Souza, afirma que o Museu vem trabalhando em um projeto de guia on-line para realizar visitações com grupos menores de universidades, até que se passe o período de pandemia. No momento, o retorno pleno das atividades está limitado a trabalhos administrativos internos e pequenas oficinas. A diretora destaca também a importância da conservação do patrimônio humano e da manutenção do museu.
“Nosso Museu não tem nenhuma placa na cidade falando da nossa existência. (...) Há necessidade de você fazer um investimento mais pesado em infraestrutura, em comunicação. Na sinalização, na recuperação dos patrimônios. (...) Tem um Museu que está na luta pela preservação das coisas”. Marlucia Santos de Souza, diretora do Museu Vivo do São Bento.
Procurados pela equipe do Saindo da Rotina – Rio, a prefeitura do município de Duque de Caxias até o momento não se pronunciou sobre as questões relacionadas à manutenção, sinalização e infraestrutura do Museu.

Assista aqui a entrevista com a diretora do Museu e demais colaboradores:


Percurso principal Museu Vivo do São Bento

A característica principal do Museu Vivo é o registro da temporalidade através do território, onde é possível notar a presença de sítios arqueológicos, os chamados Sambaquis, deixados por povos pré-históricos que habitavam a região a 4 mil anos atrás. Partindo para o período de escravidão colonial no século XVII, onde foi território da Fazenda do Iguaçu, a primeira de ocupação portuguesa, instalada no Oeste da Baía de Guanabara, no município de Duque de Caxias. Onde naquele período a diretora do museu, Marlucia afirma que “esse território no passado foi quilombola. Foi um território do Quilombo de Iguaçu. Então, ele também conta a história tanto da escravidão nessa fazendo como também das rebeliões.” O Quilombo do Iguaçu habitava o entorno dos rios Iguaçu e Sarapuí, próximo aos municípios de Duque de Caxias e Nova Iguaçu. Era formado pelo povo africano escravizado e refugiado das fazendas de engenho.


O trajeto principal sugerido pelo percurso do museu dispõe de nove edificações, começando pela chamada “Casa do Administrador”, que servia como moradia para o administrador do “Núcleo Colonial São Bento” e sua família. Atualmente o local reside o campus Fundação Educacional de Duque de Caxias (FEUDUC). A construção faz parte do projeto “Núcleo Colonial” criado em 1932 e extinta em 1961, que tinha como objetivo ser o assentamento das famílias que se dedicavam à produção agrícola para abastecer a capital da época, que era o estado do Rio de Janeiro.

Casa do Administrador/Foto: Acervo Museu Vivo do São Bento

O imóvel abriga os núcleos de pesquisa da Fundação Educacional de Duque de Caxias (FEUDUC), onde também a diretora e pesquisadora do museu, Marlucia Santos de Souza, realiza estudos sobre a Baixada Fluminense.

O segundo espaço seguindo a rota é o “Complexo Casa de Vivenda da Fazenda São Bento do Iguaçu e Capela Nossa Senhora do Rosário dos Homens de Cor”, construído entre os anos 1754 e 1757. A edificação se localiza na Rua Benjamin Costa Júnior, principal do bairro São Bento, caracterizada pela arquitetura colonial voltada para a produção de açúcar no Sudeste do Brasil.

Casa de Vivenda da Fazenda São Bento do Iguaçu/Foto: Milena Monteiro/Saindo da Rotina-Rio

Junto ao complexo fica alocada a “Capela de Nossa Senhora do Rosário dos Homens de Cor”, com edificação datada no século XVII. A capela, inicialmente chamava-se “Nossa Senhora do Aguassu das Candeias”, tornou-se “de Cor” em 1695.

Capela de Nossa Senhora do Rosário dos Homens de Cor/Foto: Milena Monteiro/Saindo da Rotina-Rio

Atualmente o local está sob a gestão da Diocese de Duque de Caxias, assim como a Casa de Formação São Francisco de Assis.

Assista aqui ao vídeo em 3D da locação completa da Fazenda São Bento, produzido pela RV Projeto em 10 de abril de 2020:


O terceiro ponto de visitação é a “Tulha Principal”, o local era base de armazenamento da produção agrícola da unidade produtiva da fazenda.

Tulha Principal/Foto: Acervo Museu Vivo do São Bento

No ano de 2008 o espaço foi incorporado ao Museu Vivo do São Bento estando sob sua administração, para abrigar futuramente o projeto “Armazém Cultural” que irá ser um espaço para exibição de espetáculos culturais com área de palco externo e espaços internos divididos em salas para aulas de teatro, sala de cinema, café literário e espaços de exposições fixas e itinerantes. Atualmente o espaço abriga equipamentos da Secretaria de Obras do município de Duque de Caxias.

A quarta parada do percurso é a Farmácia, que a partir dos anos 30 teve seu espaço utilizado também como tulha, porém tempos depois, passou a servir como farmácia e a atender famílias vindas para a  região a fim de ocupar tarefas agrícolas. 

Farmácia/Foto: Milena Monteiro/Saindo da Rotina-Rio

Atualmente, o local funciona apenas para caráter museológico e registro da história da Baixada Fluminense.

Na quinta locação histórica encontra-se o Telégrafo, o imóvel abrigou ao longo dos anos 40 e 50 uma unidade de Telegrafia do Governo Federal que servia ao Núcleo colonial.

Telégrafo/Foto: Acervo Museu Vivo do São Bento

Atualmente o Telégrafo é uma residência particular.

O sexto ponto de visitação é a Sede Administrativa do Museu Vivo do São Bento, erguido na década de 40, o espaço era utilizado para realização de trocas dadas pelas cooperativas dos colonos do “Núcleo Colonial São Bento”.

Sede Administrativa/Foto: Milena Monteiro/Saindo da Rotina-Rio


A sétima locação é a “Casa do Colono”, construída nos anos 40. Esta casa foi a que permaneceu em sua arquitetura original do conjunto de 70 casas erguidas para servirem de ocupações pelas famílias dos colonos e funcionários do “Núcleo Colonial São Bento”.

Casa do Colono/Foto: Acervo Museu Vivo do São Bento

O penúltimo ponto de visitação é o “Esporte Clube São Bento”, local que foi a casa de Farinha da Fazenda São Bento do Iguaçu. Quando em 1948, as instalações foram ampliadas e foi criado o então Esporte Clube, por onde passaram nomes conhecidos do futebol brasileiro como: Garrincha e Roberto Dinamite.

Esporte Clube São Bento/Foto: Acervo Museu Vivo do São Bento

O último local de visitação do trajeto é o “Sítio Arqueológico Sambaqui do São Bento”, a área reserva conchas de moluscos, carapaças de crustáceos, ossos de peixes, aves e pequenos mamíferos - como também os aspectos da vida dos primeiros habitantes do litoral brasileiro, os chamados “Povos do Sambaquis”. Povos pré-históricos que habitavam a costa brasileira de 7 a 8 mil anos atrás, antes dos tupis-guaranis.

Sítio Arqueológico Sambaqui do São Bento/Foto: Acervo Museu Vivo do São Bento

A ocupação dos sambaquianos do São Bento se deu por volta de 4.000 antes do presente, o sítio arqueológico foi redescoberto em 2008 e escavado em 2010 pelo Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB).

Mulheres Artesãs

O museu dispõe de diversas oficinas, programas como curso de extensão sobre a História da Baixada Fluminense e projetos para comunidade de forma gratuita. Porém, em decorrência da pandemia da Covid-19 algumas atividades foram suspensas ou remanejadas para o ambiente on-line através do canal do Youtube oficial do museu.

Atualmente a oficina que retornou às atividades presenciais foi a das “Mulheres Artesãs”, com reuniões semanais o grupo se reúne no auditório da sede administrativa do museu. É composto por mulheres que trocam experiências, técnicas de artesanato em uma rede de apoio coletiva, a participação é gratuita e a faixa etária é livre.

Mulheres Artesãs em oficina no auditório da Sede Administrativa/Foto: Milena Monteiro/Saindo da Rotina-Rio

Cada encontro entre as artesãs é demonstrado e executado uma técnica, como a observada pelo Saindo da Rotina – Rio em de 06 de outubro desse ano, onde as mesmas executaram a técnica do bordado. A aula foi ministrada por uma das participantes da oficina chamada, Filomena, que ensinou para as colegas os movimentos para criar as figuras ornamentais no tecido.

Artesãs aprendem técnica do bordado com a participante, Filomena (de pé com blusa rosa), no auditório da Sede Administrativa/Foto: Milena Monteiro/Saindo da Rotina-Rio

A coordenadora do projeto e artesã, Débora Nunes, afirma que apesar do cargo de coordenação o grupo tem esta função em conjunto e que o processo de trabalho com as mulheres artesãs “é muito gratificante”.
“(...) eu aprendo com elas, elas aprendem comigo e a gente não aprende só artesanato, a gente aprende sobre a vida. Uma trás uma história, conversa, desabafa. (...) Eu acho que esse grupo não é só um grupo de mulheres artesãs, é uma família que se ajuda, sabe? Uma família terapêutica para nós que participamos.” Débora Nunes, coordenadora do projeto “Mulheres Artesãs”.
Mulheres Artesãs em oficina no auditório da Sede Administrativa/Foto: Milena Monteiro/Saindo da Rotina-Rio

Segundo a coordenadora do Museu Vivo do São Bento, Flávia Leite, o impacto do projeto na vida das mulheres é positivo. “O impacto é justamente dessa motivação que a gente sente de estar aprendendo, de estar ensinando, de ver as coisas maravilhosas que elas fazem que elas produzem. É muito bom estar aqui com elas”, completou a coordenadora.

O resultado das peças produzidas nesses encontros é direcionado para a sala das artesãs do Museu Vivo do São Bento, onde são dispostas para exposição e venda. As criações das artesãs também participam de feiras culturais e eventos.


Exposição Centenário de Barbosa Leite

Sem título/1973/ Óleo sobre tela de Barbosa Leite/Acervo Museu Vivo do São Bento

A exposição “Barbosa Leite 100 anos”, segundo a diretora do museu, Marlucia, está pronta desde 2020 e seria exposta ao público em março do mesmo ano. Mas em decorrência de uma obra a ser realizada no auditório da sede administrativa como também o cenário pandêmico, o museu foi fechado e a exposição suspensa.
“(...) essa exposição ela está prontinha para ser instalada aqui. (...) Nós estamos aguardando também ter um quadro mais favorável do controle pandêmico e também essa pequena obra do telhado e da pintura aqui para gente instalar”. Marlucia Santos de Souza, diretora do Museu Vivo do São Bento
Francisco Barbosa Leite foi um pintor, escritor, jornalista, ensaísta, cenógrafo, ator, compositor, professor, editor, ilustrador e músico. Nasceu no município de Uruoca no estado do Ceará em 20 de março de 1920, data esta que se comemora no município de Duque de Caxias o dia municipal da cultura.

Barbosa Leite/Acervo: Flávia Andrea

Barbosa Leite instalou-se no município de Duque de Caxias no final da década de 1940 e viveu no local até seu falecimento em 22 de dezembro de 1996. Foi responsável por coordenar a Escolinha de Arte da Fundação Álvaro Alberto, antiga Escola Regional de Meriti, mais conhecida popularmente pelos moradores da região como “Mate com Angu”.

“Escola Regional de Meriti – Mate com Angu – hoje”/1992/Óleo sobre tela de Martha Ignês de Freitas Rossi/Acervo Centro de pesquisa, Memória e História da Educação da cidade de Duque de Caxias e Baixada Fluminense (CEPEMHEd)

O multiartista participou da Orquestra Sinfônica de Duque de Caxias, onde compôs a canção “Exaltação à Cidade de Duque de Caxias”, que se tornou o hino oficial da cidade, colaborou em 1967 na criação do Teatro Municipal Armando Melo, o primeiro teatro da cidade de Duque de Caxias, escreveu cordéis como “A grande Feira de Duque de Caxias”, produziu livreto de contexto histórico livre em prosa lírica, intitulado “Trilhas, Roteiros e Legendas de uma Cidade Chamada Duque de Caxias”.

Assista aqui mais sobre a trajetória e literatura de cordel produzida por Barbosa Leite, na interpretação do cordelista, Edmilson Santini, produzido pela Ferraz Produções em 20 de abril de 2021:


Confira na galeria algumas obras do acervo de Marcílio Leite disponibilizadas ao Museu Vivo do São Bento, produzidas por Barbosa Leite:






 

Ouça aqui um pouco mais sobre o funcionamento do Museu Vivo do São Bento e expectativas para o pós-pandemia:


O Museu Vivo do São Bento está com horário de funcionamento disponível de segunda à sexta, das 9h às 7h, localizado na Rua Benjamin da Rocha Junior, São Bento, Duque de Caxias – Rio de Janeiro. Nas redes sociais, você encontra o Museu Vivo no Instagram, onde se concentram fotos de algumas exposições e projetos do museu e também o Youtube, onde estão disponíveis mini cursos, palestras, lives, exibição de documentários e debates sobre arte, cultura, história e cidadania.

Comentários

  1. Quanta Riqueza de informações, por mais que aprendemos ha muitas outras informações, município de Duque de Caxias tem historia se procurar mais com certeza surgirá. Parabéns pelo belo trabalho. Quem passa olha a arquitetura jamais imagina sua historia.

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  2. Incrível!!! Gostaria muitíssimo de visitar!!! Impressionante!!! As diferentes culturas e histórias para ver!!!! Riquíssimo o material!!! Muito Bom!!!!

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  3. Matéria muito bem produzida, adorei!!!

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  4. Matéria super necessária trazendo aspectos culturais da baixada que muitas vezes passam despercebidos, ou são invisíbilizados

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  5. Ótima matéria, moro em Caxias e não conhecia o museu

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  6. Muito bacana a matéria! Nosso Museu é um Patrimônio importantíssimo, conhecido e reconhecido até fora do Brasil, mas ainda invisível para os próprios duquecaxienses! Que bom que existam pessoas ajudando a divulgar e apresentar o MVSB! Gratidão, Milena! Belíssimo trabalho!

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  7. Que matéria fantástica , adorei saber sobre o museu que fica assim tão perto da minha casa .

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  8. Ótima matéria! 👏🏻👏🏻👏🏻

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  9. Muita riqueza e precisa sim de cada vez mais de visibilidade, e falando como educadora amo levar meus alunos pra conhecer nosso patrimônio histórico, muitos vizinhos que passaram a saber da existência de um Museu tão perto, e que ele é VIVO. ❤❤❤❤

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  10. Amei saber mais sobre o museu 🥰🥰❤️❤️

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  11. Ótima matéria, moro no São Bento e ainda não conheço o museu, em breve irei visitar.

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  12. Parabéns pela excelente matéria. Vi o quanto se dedicou para apresentá-la de forma objetiva, mas com muita riqueza de detalhe, informação e conhecimento. Um execelente Museu tão próximo de todos nós que moramos na baixada. Parabéns filha!!!!!

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  13. Que Maravilhoso 👏🏾👏🏾 Informações riquíssimas! Parabéns pelo belo trabalho e pela oportunidade de conhecer um pouco do nosso bairro.

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  14. Eu realmente estou impressionado com a qualidade da pesquisa e da matéria apresentada

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  15. Material riquíssimo. Tudo muito bem ilustrado e explicado. Abrindo o leque de oportunidades para o conhecimento. Arte é vida! Viva a cultura!

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  16. PARABENS! MATÉRIA BEM ESCLARECEDORA E RICA DE FATOS.
    BOA NOITE, GRATIDÃO🌿🙏🏾🌷❗

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  17. Excelente! Muito bom! Parabéns pelo trabalho. Daniel Isaac.

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  18. Excelente matéria! Muito necessária para nos convidar a conhecer nossos espaços!

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  19. Não conhecia o museu, agora já está na minha lista. Matéria maravilhosa.

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  20. Nossa que linda matéria! Uma pena que o Museu não seja divulgado, eu como moradora de Duque de Caxias não conhecia, realmente uma pena. Parabéns pelo trabalho, pela riqueza de informações. Parabéns Milena Monteiro, você como sempre arrasando!!!

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  21. Excelente trabalho! Parabéns pela matéria

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  22. Eu to encantada com o museu e chocada que ainda não conhecia! Agora preciso ir!!!!!

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  23. Do ladinho da minha casa e eu ñ conheço ainda Mas agora eu vou sim lindo de mais

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  24. Eu trabalho no museu e adorei a reportagem. Ela ficou linda, cuidada com carinho e esmero. Agradecemos. Precisamos sempre de ajuda para assegurar visibilidade e reconhecimento, principalmente na nossa cidade. Beijos a todod os envolvidos.

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  25. Que matéria maravilhosa e texto gostoso de ler! Triste que eu moro em Caxias e nunca visitei o museu.. agora que eu terminei de ler, eu me pergunto como ainda não fui! Tanta riqueza que tem por lá! Precisamos urgentemente de mais iniciativas como a sua para exaltar nossa cultura!!

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  26. Linda matéria. Bem completa. E minha Filozinha linda linda aí.

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